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Dois hackers portugueses competem por 100 mil euros nos EUA

Após vencerem uma competição online onde derrotaram cerca de 450 participantes, dois portugueses, peritos em segurança informática, qualificaram-se para um evento exclusivo em Washington, nos Estados Unidos, no qual vão disputar um prémio de 100 mil euros.

André Baptista e José Sousa, de 22 e 28 anos, respetivamente, são dois dos três finalistas de um concurso online que contou com 450 participantes. Os dois jovens portugueses vão até Washington, nos Estados Unidos, nos dias 24 e 25 de março, para tentarem encontrar falhas de segurança existentes no software e site de uma empresa mistério, que vão conhecer no próprio dia.

Além do prémio monetário, os dois peritos esperam aprender com os melhores na indústria e promover o nome de Portugal no mundo da segurança informática.

Esta não é, de resto, a primeira vez que os dois jovens participam em eventos de renome internacional nesta indústria, sendo que já chegaram a confraternizar com o CEO da HackerOne, a empresa organizadora.

Para garantirem a presença neste evento exclusivo, André Baptista e José Sousa tiveram de encontrar várias falhas de segurança numa aplicação móvel e redigir um relatório explicativo da forma como deteraram essas falhas.

Em eventos anteriores, a ‘cobaia’ foi o próprio Departamento de Defesa dos Estados Unidos, onde os peritos portugueses tinham de encontrar pontos fracos na segurança.

“Acabamos por aprender muito com os outros participantes, não só enquanto estamos lá com eles, mas depois mantemos o contacto e acabam por ser quase mentores e ajudamo-nos uns aos outros”, contou José Sousa ao Dinheiro Vivo.

André Baptista e José Sousa, além de competirem por um prémio monetário, vão também fazer parte de uma lista de oradores para os estudantes norte-americanos, onde devem explicar vários métodos de trabalho na segurança informática.

“O risco de eles se tornarem criminosos é mau. Assim nós conseguimos encaminhá-los e dar-lhes conhecimento de segurança. Acho que um dia vamos ser uma potência em termos de segurança informática, é nisso que eu acredito”, referiu André Baptista.

A comunidade de cibersegurança em Portugal é já reconhecida pela sua qualidade. Num relatório da empresa de segurança Bugcrowd, de 2016, os ‘caçadores de bugs’ portugueses estavam entre os que mais dinheiro ganhavam, ocupando o terceiro lugar numa lista de quem mais falhas graves detetam.

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