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Dia Mundial da Poupança: Intenções de poupança dos portugueses está a aumentar

poupancaO Dia Mundial da Poupança assinala-se hoje, dia 31 de outubro, e os dados mais recentes do Observador Cetelem mostram que as intenções de poupança dos portugueses estão a aumentar e as intenções de consumo a diminuir.

Apesar de estarmos a entrar num período do ano (Natal) onde o consumo aumenta significativamente, apenas 12 por cento dos consumidores portugueses pretende aumentar as suas despesas nos próximos meses e 37 por cento revela que pretende aumentar as suas poupanças.

Se compararmos os valores agora apresentados com os registados numa análise do Observador Cetelem de junho do presente ano, percebemos que a orientação para a poupança subiu de 32 para 37 por cento e a de consumo baixou de 18 para 12 por cento.

“A situação económico-social continua marcada por um plano de austeridade muito severo, onde as incertezas sobre a retoma aumentam a cada dia. Ainda que nos estejamos a aproximar de uma época de consumo por excelência, o poder de compra em Portugal está cada vez mais limitado e o comportamento dos consumidores é um sintoma disso mesmo: os portugueses estão mais orientados para a poupança e não pretendem aumentar as suas despesas”, afirma Conceição Caldeira Silva, responsável pelo Observador Cetelem em Portugal.

Uma análise mais detalhada do Observador Cetelem mostra que as famílias estão mais orientadas para a poupança, á exceção da região de Lisboa, onde o número de famílias a quererem consumir supera o número das que tencionam poupar mais.

Em contrapartida, é na região Sul que os consumidores pretendem poupar mais e gastar menos – 68 por cento dos inquiridos revelou que pretende aumentar as suas poupanças e 97 por cento que não irá aumentar as suas despesas.

São os indivíduos na faixa etária dos 35 aos 44 anos que revelam maiores intenções de consumo e poupança (41 e 15 por cento, respetivamente). As classes sociais mais altas são as que pretendem poupar mais, 39 por cento comparativamente com os 29 das classes. Já as intenções de consumo não diferem muito entre ambas – 12 pontos percentuais nas classes mais baixas e 11 nas mais altas.

Se, por outro lado, compararmos estes resultados com o inquérito realizado em 2010, verificamos ainda que apesar de se mostrarem preocupadas em aumentar as suas poupanças, são menores as famílias a acreditar que irão consegui-lo, já que, face a 2010 são menos 10 pontos percentuais de intenções de poupança.

Esta análise foi realizada em colaboração com a Nielsen e aplicada, através de um inquérito quantitativo, a 500 indivíduos de Portugal Continental, de ambos os sexos, dos 18 aos 65 anos, entre o período de 3 a 4 de outubro de 2011. O erro máximo é de +4,4 para um intervalo de confiança de 95 por cento.

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