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“Demiti-me pelos meninos que acolhi”, diz Paula Brito e Costa

A ex-presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa, concedeu uma entrevista à RTP, onde justificou a decisão de se demitir. Diz que sai pelos meninos que acolheu e “para deixar a investigação correr”. “Talvez seja agora a fase de fazer o luto do meu filho”, diz ainda. Veja o vídeo.

Paula Brito e Costa reagiu à demissão na Raríssimas, que terá sido imposta pelo ministro Vieira da Silva, depois de uma tentativa de deixar o cargo de forma temporária.

Uma vez que os estatutos das IPSS não preveem a figura da saída temporária, restou um único caminho.

Porém, Paula Brito e Costa aponta outros motivos. Fala em “serenidade da investigação”, nos meninos que acolheu e no luto do filho.

“Demiti-me, essencialmente, para deixar a investigação decorrer dentro dos trâmites legais e com a serenidade que este processo exige – estamos a falar dos meninos que acolhi durante muitos anos. [Demiti-me] essencialmente por eles. Mas também por mim, pela minha dignidade, dignidade que impus àquele projeto durante tantos anos. Talvez seja agora a fase de fazer o luto do meu filho”, refere, em entrevista à RTP.

Veja o vídeo.

Além de Paula Brito e Costa, o escândalo da Raríssimas – suscitado por uma reportagem de Ana Leal, na TVI – precipitou a saída do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado. O Ministério Público está a investigar atos de alegada gestão danosa, que a ex-presidente nega.

Em causa, uma denúncia de dois ex-tesoureiros da associação, que detetaram movimentações de dinheiro estranhas, bem como procedimentos que levantavam dúvidas.

Paula Brito e Costa auferia de um salário de 3000 euros, segundo avança a TVI, ao qual acresciam 1300 euros em ajudas de custo e isentas de imposto, 1500 euros eu deslocações e 800 euros de um Plano Poupança Reforma.

“Havia mapas de quilómetros mensais com valores elevadíssimos sem qualquer justificação. Era um mapa de deslocações fictício, porque as deslocações não existiam”, conta à TVI Ricardo Chaves, tesoureiro da instituição entre 2016 e 2017.

Esta será, no entanto, uma ponta do icebergue deste escândalo, já que o marido e o filho da ex-presidente também usufruíam de benefícios da instituição.

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