Sociedade

Corrupção aumenta com a crise, mas Pinto Monteiro lembra que “não falta legislação”

criminosoA corrupção vai disseminar-se com a crise, segundo temem os altos representantes do Ministério Público. Pinto Monteiro, procurador-Geral da República, e Maria José Morgado, procuradora do DIAP de Lisboa, consideram que também a criminalidade aumentará, em consequência do cenário económico. Pinto Monteiro lembra que “não falta legislação” e Morgado pede “proximidade” entre Ministério Público e polícias.

Pinto Monteiro e Maria José Morgado receiam que os fenómenos da corrupção e da criminalidade se agravem, com as dificuldades que se avizinham. “Em tempo de crise, aumenta a criminalidade e a corrupção”, afirma o procurador-geral da República. Pinto Monteiro salienta que “não falta legislação”, mas aponta dificuldades na “aplicação das leis”.

O procurador-geral da República refuta queixa de ausência de meios: “Sempre disse que temos de fazer o que podemos com o que temos. Nunca me desculparei com a falta de meios. Agora, não podem empurrar para os Tribunais mais responsabilidades do que aquelas que já têm”.

Por seu turno, Maria José Morgado prevê um “agravamento da corrupção”, sobretudo dos crimes graves e não apenas os “envelopes que circulam por debaixo da mesa”. A responsável pelo Departamento Central de Investigação Penal de Lisboa defende uma proximidade entre o Ministério Público e as autoridades policiais, no combate a este problema.

 

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