Conquistar a frequência do Amor

Ao analisar com outro grau de Consciência aquela célebre frase de auto-ajuda, “Devemos fluir como a água de um rio, contornando os obstáculos…”.

Questionei-me…Como é que fazemos quando a maré sobe? Seria fácil se estivesse-mos sempre vazios como um escasso leito de água de um rio… Mas como sabemos não é assim que a Natureza se comporta…

Variadíssimos cenários nos são apresentados na Magia da Vida…

Por exemplo, a tendência natural em excluir o outro, pela falta de Amor que temos, é um comportamento típico… Se pararmos para analisar o porquê de nos cruzarmos com determinadas pessoas nas estradas da vida percebemos o tão valioso presente que nos está a ser dado. São exactamente essas pessoas, que sentimos que nos magoam com as suas atitudes, que nos podem ajudar a realçar o que de mais negativo possuímos. Toda a tristeza e irritação que ressalta na nossa acção ou pensamento, significa que ainda não temos a compaixão suficiente para perceber que o outro nos fez sentir assim, ou porque a sua capacidade de se colocar na outra pele ainda não está acessível ou mesmo porque a sua vida está a tomar determinado rumo que o fez agir dessa forma. E grandes Seres seríamos se conseguíssemos analisar todas as situações assim facilmente como estas palavras…

Variáveis sem fim existem para que grande parte de nós marginalize aquilo que sabiamente foi atraído pela nossa Alma…

Ignoramos constantemente as desgraças alheias, as nossas próprias dificuldades em fazer face às perturbações que diariamente nos são pedidas para ultrapassar e acima de tudo marginalizamos a importância da vida.

Na minha experiência nesta, por vezes, alucinante viagem deparo-me temporariamente com barreiras impossíveis de circundar. Quando a maré enche, cobre tudo que são rochas, não havendo possibilidade de circundá-las… Assim faço com a minha vida, deixo-me imergir junto com elas e observo o meu comportamento diante dos obstáculos, sem me deixar afogar… Em vez de negligenciá-las como se não fizessem parte do meu habitat, permaneço o tempo necessário mesmo que me esteja a doer profundamente e só de lá avanço quando deixarem de me fazer respirar. E assim vivo, respeitando o ciclo de transição de uma maré para a outra…

Sempre que o nível de água baixa, respiro e percebo que conquistei mais um pouco do Amor Divino. A coragem e valentia que me proponho a ter com esta postura pela vida é realmente de poder experienciar a dor que o Ser Humano pode experimentar e assim perceber de que forma é possível ultrapassar esta tortura para o ego. É assim a única forma que encontro para poder Servir amorosamente aqueles que me rodeiam. Só sofrendo é que poderei ter a bagagem suficiente para transmitir com sabedoria a receita mais eficaz para que a vida se torne um pouco mais fácil e acima de tudo caminhar para a libertação dos pesadelos que construímos ao nosso redor…

Viver é isto, uma luta constante com o ego. Para chegarmos ao ponto de podermos ser genuinamente felizes temos mesmo que enfrentar tudo o que nos chega…

Assusta? Sim é verdade, o coração encolhe, o nosso corpo treme só de imaginar que o nosso maior temor algum dia possa chegar… Mas não existe outra forma para que nos tornemos mais humildes. Por isso agradeçam enquanto as provações são só com aqueles que marginalizamos, porque se continuarmos a ignorar e até mesmo a excluí-los das nossas vidas, o Universo nos colocará provas mais duras até que entreguemos as armas e avancemos em total Amor e transparente aceitação.

E é com o Amor que já me foi concedido preencher o meu interior que vos deixo nestas palavras uma leve Esperança de que um dia tudo irá passar… E não continuaria eu a conseguir viver em Paz se esta Fé não existisse em mim…

Conquistar a frequência do Amor que preenche o Universo é o maior conforto que podemos alcançar… E não nos deixemos enganar quando pensamos que somos Seres que já Amamos na perfeição, porque se assim fosse as nossas provações já não nos incomodariam…


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