Smartphones

Cientistas criam conceito de bateria com vida eterna

Uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia, em Irvine, criou um conceito de bateria inovador, capaz de durar para sempre, com muito maior eficiência do que as atuais. De acordo com a BBC, a descoberta surgiu por acidente.

Lembra-se daquele anúncio de uma marca de pilhas que ficou célebre? Nós recordamos no vídeo em baixo. O coelhinho não parava de remar, porque estava equipado com uma bateria com ‘vida’ infinita.

De acordo com a BBC, a ficção deste anúncio pode ter passado a realidade, graças a uma descoberta que resultou de uma brincadeira de uma cientista da Universidade da Califórnia.

A investigadora Mya Le Thai estava a fazer testes para encontrar um modo de substituir o lítio líquido das baterias por alternativas mais seguras e envolveu fios de nanocabos de ouro numa capa de gel.

“Mya estava ‘a brincar’ e cobriu tudo com uma fina capa de gel antes de começar o ciclo. E descobriu que apenas usando este gel (de eletrólitos) podia submetê-los a ciclos (de carga e descarga) centenas de milhares de vezes, sem que perdessem sua capacidade”, explica Reginald Penner, do departamento de química de Irvine, da Universidade da Califórnia.

Esses nanocabos em ouro são extremamente finos – milhares de vezes mais finos do que um fio de cabelo – e altamente condutores, apresentando uma superfície capaz de elevados níveis de armazenamento.

Porém, dada a sua fragilidade, não aguentam as pressões das sucessivas cargas e descargas. O problema pode ser superado se esses nanocabos forem envolvidos com um gel de eletrólitos.

Com este procedimento simples, a bateria poderá aumentar de forma significativa a quantidade de ciclos – por regra, as baterias de lítio morrem após 7000 mil ciclos, no máximo, mas esta bateria descoberta “consegue aguentar 200 mil ciclos”, observa Reginald Penner.

Uma questão levanta-se, para que estes dispositivos eternos possam ser criados: apesar de extremamente finos, os filamentos são de ouro, o que leva a um custo muito alto. Assim, estão a ser analisadas alternativas para que o ouro seja substituído por níquel, um metal mais barato.

“O eletrodo revestido mantém a sua forma, o que faz com que seja uma opção mais fiável. Esta pesquisa prova que as baterias com nanocabos de ouro podem ter uma vida longa e que são uma realidade”, destaca Mya Le Thai.

O dia em que estas baterias possam chegar aos smartphones pode estar longe. Mas está dado o primeiro passo para acabar com um dos grandes problemas daqueles aparelhos.


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