Clube dos Pensadores

CdP recebe Paula Teixeira da Cruz na apresentação do livro ‘DEMOCRACIA mudança’

O fundador do Clube dos Pensadores (CdP), Joaquim Jorge, convidou Paula Teixeira da Cruz, antiga ministra da Justiça, para estar presente na apresentação (seguida de debate) do livro “DEMOCRACIA mudança”, que se realiza dia 18 de setembro, às 21h30, no Hotel Holiday Inn, em Vila Nova de Gaia.

Joaquim Jorge vai lançar o seu novo livro, numa cerimónia que contará com a presença da antiga ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz.

O livro resulta de uma análise ao sistema político português e ao modo como se faz política em Portugal, que suscitam “preocupação”.

“Preocupam-me os casos de corrupção, a desresponsabilização política e o à-vontade com que os seus atores encaram esta situação, parecendo que tudo é normal e natural. Procuro fazer alguma coisa pela cidadania e dar o meu humilde contributo pensando um pouco na política e prestando-lhe alguma atenção”, salienta.

E é neste quadro que o biólogo e fundador do Clube dos Pensadores lança a obra ‘DEMOCRACIA mudança’, publicado pela Quinto Império Editora. “É preciso reinventar a democracia e o funcionamento dos partidos. A nossa democracia precisa de mudança”, salienta.

“O sistema político precisa de mudança: nova lei dos partidos políticos; nova lei do financiamento dos partidos ; novas leis eleitorais”.

“Luto por uma mudança de mentalidades e comportamentos e uma revolução pacífica de ideias. A democracia não consiste unicamente em votar. Votar é uma condição necessária mas insuficiente para a democracia. Votar é uma maneira muito pobre de intervir”, advoga Joaquim Jorge.

A abstenção e o mau funcionamento da justiça são dois ‘pecados’ de qualquer Democracia. “Culpa dos partidos que não se abrem à sociedade e não fazem as escolhas dos seus candidatos que vão de encontro ao desejo dos eleitores”, justifica.

“Não há democracia sem justiça. É preciso que os cidadãos interiorizem que a justiça funciona. Vivemos num país que carece de princípios morais para condenar os infractores. A corrupção floresce graças à tolerância de pessoas que rodeiam o corrupto, pensando em beneficiar dessa situação, e de seguida, fazer os seus negócios”.

Para Joaquim Jorge, “desde que Paula Teixeira da Cruz foi ministra da Justiça, houve uma mudança de paradigma”.

“Uma separação efetiva entre a Justiça e a política. Muitos poderosos têm que se ver com a justiça e irão a tribunal, ao ponto, que há uns anos era impensável um ex-primeiro-ministro ter sido preso e arguido em vários processos”.

“Com a bravura, tenacidade, denodo e estoicismo de Paula Teixeira da Cruz esbateu-se a ideia que há uma justiça para ricos e outra para pobres. A justiça deve ser única e deve ter como primado a igualdade de todos perante a lei”, conclui.


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