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Cavaco regressa para… se autoelogiar

Cavaco Silva reapareceu no cenário político, nesta sexta-feira, para comentar a primeira década de adesão às comunidades europeias, na altura em que era primeiro-ministro, e deixou alguns recados, tendo por base o seu tempo em que Portugal era considerado um “bom aluno”. O ex-Presidente da República viajou pelo passado, num registo de elogio aos tempos da sua governação.

“Ao fim de 32 anos de adesão à União Europeia, os factos comprovaram que o bom aluno atrai bons ventos e o mau aluno atrai tempestades”, explicou Cavaco Silva, em declarações citadas pelo jornal Expresso.

Numa conferência que decorreu na Sociedade de Geografia, em Lisboa, Cavaco Silva recordava a expressão com que Jacques Delors, na altura presidente da Comissão Europeia, dizia sobre as políticas económicas do país.

Enquanto fazia um balanço do seu mandato como primeiro-ministro, Cavaco Silva, que também já foi Presidente da República, deixou alguns reparos no que toca à situação atual.

“Era o tempo em que se faziam acordos de concertação social e eram cumpridos.”

O antigo chefe de Estado lembrou ainda a “credibilidade” conquistada por Portugal internacional graças à “determinação em fazer as reformas indispensáveis”.

“Se não administrarmos bem a nossa casa, não seremos respeitados no exterior”, disse Cavaco Silva, lembrando ser um homem “feliz por ter tido a coragem para resistir às pressões”.

Falando quase sempre na primeira pessoa, o ex-chefe de Estado lembrou ainda a importância de Portugal ter entrado na moeda única.

“Desde o início que me convenci de que Portugal não podia ficar de fora da moeda única.”

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