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Carlos Sousa vacila mas continua

Foi complicado o dia para Carlos Sousa e Pascal Maimon na quinta etapa do 40º Rali Dakar, que esta quarta-feira ligou San Juan de Marcona a Arequipa (Peru). A equipa do Duster # 315 perdeu tempo na especial mas conseguiu concluí-la, ainda que não tenha evitado descer na classificação geral dos automóveis. Mais uma vez várias dificuldades concorreram para que o piloto português não conseguisse uma boa performance, como a da véspera, quando conseguiu o 13º tempo.

Se durante grande parte da etapa Carlos Sousa chegou a ter a companhia de pilotos da Peugeot e rodar nas posições cimeiras, depois o seu Duster ficou atolado na areia ao quilómetro 20.

Era uma zona muito, mas mesmo muito difícil, mas de onde até conseguimos sair sem perder muito tempo. O problema foi ao quilómetro 20, quando ficámos apenas com tração traseira no Duster. A partir daí, os ‘atascanços’ foram sucessivos e optámos por parar. Ficámos à espera de um camião que transportava peças e ao fim de umas horas lá conseguimos fazer a reparação, em mais um excelente trabalho do Pascal (o navegador)”, explicou o piloto de Almada após a tirada.

Até ao final da etapa, o espírito dentro do carro não era o melhor. Estávamos cansados e desanimados, mas decidimos ir até ao fim. É claro que nos passou pela cabeça desistir. As hipóteses de conquistar um bom resultado esfumaram-se. Mas depois de termos superado uma etapa como a de hoje e, no fundo, todos estes dias, temos de continuar. Hoje, no controlo final, recebemos imensas mensagens de apoio, o que nos deu imenso ânimo. Por isso, não vamos desistir e como ainda nem sequer estamos a meio da prova, vamos tentar surpreender nas etapas que forem mais favoráveis ao Duster”, referiu ainda Carlos Sousa.

O piloto português desceu para o 26º posto, mas está determinado em continuar e procurar recuperar parte do atraso sofrido, numa prova onde já não pode contar com a companhia do seu companheiro de equipa, Emiliano Spataro, que já não chegou a partir para esta quinta etapa.

A tirada seguinte leva os concorrentes do ‘Dakar’ a deixarem Arequipa e o Peru, para entrarem na Bolívia, rumando à capital, La Paz, num percuso de 758 quilómetros, dos quais 313 em especiais, onde o deserto dá lugar à montanha e as pistas tornam-se mais rápidas. A partida para o segundo sector cronometrado far-se-á nas margens do Lago Titicaca e com a entrada no Altiplano boliviano e a navegação a 2500 metros acima do mar aparecem as primeiras dificuldades com a altitude.

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