Crónicas

Boas Intenções

«Não é triste mudar de ideias; triste é não ter ideias para mudar».

Barão de Itaré

O conflito na Síria e as atrocidades lá cometidas pelas partes envolvidas demonstraram, se ainda era necessário, que as Nações Unidas precisam de uma reforma. Ou o risco de se caírem em descrédito cresce a dia que passa. O que no momento da sua fundação parecia a garantia de igualdade acabou por se transformar na mais flagrante desigualdade.

O mundo do pós Segunda Mundial evoluiu para uma outra realidade, mas a ONU continua a gerida como se nada no mundo tivesse mudado. Muito por culpa dos membros permanentes do Conselho de Segurança, que obviamente não querem abdicar de algo que lhes confere a capacidade de controlar os acontecimentos.

Resta saber até quando os restantes países continuaram a aceitar este estado de coisas.A realidade é que uma parte significativa do planeta não está representada no Conselho de Segurança. E no entanto essa mesma parte do planeta é obrigada a acatar as decisões tomadas pelo Conselho de Segurança. Obviamente que as Nações Unidas não se resumem ao Conselho de Segurança, mas como todas as decisões que podem fazer a diferença passam por ele, na prática só é feito em que os 5 membros permanentes concordam. E isso parece ser cada vez mais raro.


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