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Benfica faz queixa-crime por difamação por investigação não visar clube

O Benfica anunciou hoje que vai avançar com uma queixa-crime por difamação por a investigação sobre branqueamento de capitais e fraude fiscal visar apenas entidades que prestam serviços ao clube e não a instituição.

“O Sport Lisboa e Benfica confirma que, no âmbito de uma investigação que envolve empresas terceiras, foi solicitada e recolhida informação junto dos serviços do clube pelo facto de serem entidades que nos prestam serviços”, lê-se no comunicado do clube lisboeta.

Em comunicado, o Benfica nega estar a ser investigado “por suspeita de fraude fiscal e branqueamento”, denunciando “uma violação grosseira do segredo de justiça, desvirtuando factos e procurando centrar no Benfica a investigação”.

“Por tais razões avançaremos com uma queixa-crime no DCIAP (Departamento Central de Investigação e Ação Penal) e requereremos que todos os agentes da Polícia Judiciária e todos os magistrados que intervieram nestas diligências colaborem connosco na descoberta da identidade destes criminosos por tendência”, prossegue o clube.

Em comunicado, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) deu hoje conta da constituição de seis arguidos, três pessoas singulares e três coletivas, no âmbito do inquérito à investigação aos “crimes de branqueamento e fraude fiscal”, e no âmbito da qual foram “emitidos três mandados de busca domiciliária e cinco não domiciliárias, de entre estes, dois às sociedades Sport Lisboa e Benfica SAD e Benfica Estádio Construção Gestão Estádios, SA”.

“Indicia-se suficientemente nos autos que estas sociedades, a coberto de uma suposta prestação de serviços de consultoria informática, realizaram várias transferências bancárias para uma conta titulada por uma outra sociedade, num valor total de 1.896.660 euros, montantes esses que acabavam depois por ser levantados em numerário. Esta última sociedade terá sido utilizada com o único propósito de retirar dinheiro das contas do Benfica”, explicou a PGDL.

O Jornal de Notícias escreve na sua edição de hoje que a investigação procura “esclarecer se os montantes faturados por várias empresas ao Benfica tinham na sua base efetivas prestações de serviços ou se foram apenas uma forma de justificar a saída de alguns milhões de euros das contas dos ‘encarnados'”.

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