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Baleias encalhadas na Nova Zelândia em perigo de vida

baleias-pilotoUm piloto que sobrevoada Golden Bay, no sul da Nova Zelândia, avistou as 99 baleias, numa zona de águas com pouca profundeza, e lançou um alerta às autoridades locais. Já estão confirmadas 22 baleias mortas e as restantes correm risco de vida. O arrojamento de baleias é um fenómeno que se repete, normalmente entre os meses de novembro e abril, em águas neozelandesas.

Há 22 baleias mortas (número provisório) a sul da Nova Zelância e as restantes em perigo de sucumbirem, vítimas de um fenómeno que se repete. Todos os anos, com a baixa das marés, ficam presas em zonas onde a profundeza das águas as impede de se libertarem.

O grupo de 99 baleias está reduzido a pouco mais de 70, em virtude da morte confirmada de mais de duas dezenas. O Departamento de Conservação neozelandês está a proceder ao salvamento das baleias, cumprindo uma missão que iniciou em 1974.

O salvamento é feito com recurso a toalhas em cima das baleias, constantemente molhadas, de modo a que estas fiquem nesta condição até ao enchimento das marés e regresso ao alto mar. Só assim ficam a salvo.

No entanto, esta missão não será fácil, uma vez que as baleias estão cada vez mais perto da costa e em grandes dificuldades.

Os cetáceos foram encontrados por um piloto que sobrevoada as águas da ilha. O Departamento de Conservação entrou imediatamente em ação. É provável que as próximas horas tragam mais baleias mortas.

Todos os anos ocorre, normalmente, um arrojamento de baleias. Nos últimos doze meses, já é a terceira vez que se verifica uma situação semelhante. Em novembro passado, ocorreu uma situação igual, também em Golden Bay, que provocou a morte a 65 baleias.

Recentemente, 107 baleias-piloto morreram na praia de Stewart Island, também na Nova Zelândia. O Ministério de Protecção do Meio Ambiente tentou resgatá-las e fazê-las regressar ao mar, mas a missão revelou-se impossível.

Arrastadas pelas marés para as margens, as baleias-piloto ficaram presas depois de a maré baixar. Foram encontradas por turistas, que reportaram o caso ao Departamento de Conservação. Esta entidade verificou que cerca de metade do grupo estava morto e a outra metade com poucas possibilidades de sobreviver.

O Ministério de Protecção do Meio Ambiente nada pôde fazer para salvar as baleias que ainda estavam vivas, fazendo regressá-las para o mar. As baleias-piloto vivem normalmente em grupos que atingem, normalmente, meia centena. É provável que se tenham juntado dois grupos, daí se ter registado a morte de dois grupos em lapsos de tempo diferentes.

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