Apple sugere que mulheres e negros não cheguem a cargos de chefia

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A administração da Apple fez uma sugestão aos seus acionistas, no mínimo, estranha. A empresa sugere que mulheres e negros não devem chegar a cargos de chefia dentro da empresa.

Apesar de a Apple ser uma marca que defende a diversidade de género dentro da marca (relatório da própria marca publicado em agosto do ano passado), a marca de Cupertino parece não querer ver mais mulheres a subir na hierarquia da empresa.

Segundo um comunicado da própria marca, mais diversidade de género dentro da empresa seria “excessivamente pesado e desnecessário”. Apesar de a Apple não comentar este caso, o mesmo consta de um documento enviado aos acionistas da Apple. O mesmo pode ser consultado no site da empresa, e refere-se a uma votação contra a proposta de aumento da diversidade nos quadros de topo.

Atualmente, no conselho de administração da Apple existem duas mulheres e três homens negros, o que demonstra que, apesar deste comunicado, ainda existe diversidade de género dentro ca marca de Cupertino.

Alguns especialistas indicam que tal facto de deve à rotina, à necessidade em manter a cultura da empresa. Aliás, é assim um pouco por todo o mundo, em todas as empresas. A Apple parece não fugir à regra.

José Bancaleiro, sócio gerente da executive search Stanton Chase, em declarações ao Económico, afirma que a declaração da Apple vai de encontro ao que muitas empresas fazem: “apregoam a diversidade, porque fica bem nos relatórios e nas comunicações públicas, mas na prática não acontece.”

A marca liderada por Tim Cook, embora assuma que não é contra a diversidade de género, parece dar o dito por não dito e não querer assim tantas mudanças dentro da empresa, preferindo seguir a conduta da maioria das empresas.

 

 


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