Saúde

Alzheimer reconhecida pela ONU como doença crónica não-transmissível

alzheimer1Assembleia-Geral das Nações Unidas adota Declaração Política Para a Prevenção e Controlo de Doenças Não-Transmissíveis, na qual reconhece que as doenças neurológicas constituem importante causa de morbilidade.

Esta decisão representa um passo importante tendo em vista uma medida necessária: possibilitar o acesso igualitário a programas eficazes e a intervenções em cuidados de saúde.

A Doença de Alzheimer passa, assim, a estar incluída em programas de promoção da saúde a nível mundial, um dos maiores desafios a desenvolver no século XXI, dado que inclusivamente as Doenças Não-Transmissíveis constituem uma ameaça para as economias de muitos estados-membros, podendo levar a crescentes desigualdades entre países e populações.

Segundo a ADI (Alzheimer Disease International), na sua declaração sobre os resultados desta cimeira, trata-se de uma declaração da maior importância, uma vez que esta e outras demências são reconhecidas, a par da diabetes, do cancro, das doenças respiratórias e das doenças cardiovasculares, como representando um grave problema global de saúde pública.

Poder-se-á, agora, esperar que sejam elaborados e concretizados programas específicos, a nível mundial, de que resultem, por exemplo, o diagnóstico precoce e a redução dos riscos.

“Com 36 milhões de doentes em todo o mundo e com o problema a atingir cada vez mais os países subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento, incluir a Doença de Alzheimer e outras demências em programas de planeamento da saúde, a nível de cada país e da OMS, representa um salto importante no sentido de se mobilizar a imaginação e os recursos da comunidade de saúde pública”, defende Marc Wortmann, diretor executivo da ADI.

Pretende-se, assim, reforçar políticas nacionais e sistemas de saúde, até 2013, cooperação internacional que inclua parcerias de cooperação, desenvolvendo e apoiando a investigação nesta área da saúde.

Trata-se de um grande passo, resultado dos esforços extraordinários de todo o movimento Alzheimer em vários países, em que se inclui a Alzheimer Europe, de que a associação Alzheimer Portugal é membro ativo.

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