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Alimentar os pombos pode dar multa até 106 euros

É um dos atos mais generosos do ser humano, mas pode ser punível com coima. Em alguns municípios portugueses, entre os quais Lisboa, Porto, Cascais e Sintra, há regras apertadas, porque alimentar pombos leva a um descontrolo da espécie e acarreta riscos para a saúde.

Alguns dos maiores municípios portugueses proíbem a população de alimentar pombos, com coimas que variam entre 26,5 euros e 106 euros, segundo alerta a Deco.

Lisboa, Porto, Cascais e Sintra estão na lista de cidades que não permitem este ato de generosidade humana.

Porém, há uma razão para estas regras apertadas. É que dar alimentos que não constam da dieta tradicional e em quantidades descontroladas provoca uma reprodução descontrolada dos pombos.

Por outro lado, favorece a convivência entre pombos saudáveis e doentes – o que leva ao enfraquecimento da espécie – e leva a um aumento de dejetos dos animais.

Todos estes fatores levam a um aumento de risco de transmissão de doenças, nos humanos, como por exemplo a criptococose (doença fúngica) e a histoplasmose (provocada também por um fungo que pode levar a infeções).

Há um risco acrescido para a população mais vulnerável, como crianças e idosos, ou pessoas que tenham o problemas no sistema imunitário (doentes oncológicos ou com sida).

Além de punirem a alimentação destas aves, alguns municípios tomam medidas de controlo da sua população, por questões que se prendem com a saúde pública e com fatores estéticos.

Os pombos sujam espaços públicos e as suas fezes têm um efeito corrosivo em alguns materiais. Em paralelo, provocam o entupimento de sarjetas e potenciam riscos de inundações.

Em Lisboa, por exemplo, os pombos são alimentados com milho e, em algumas alturas do ano, com um contracetivo oral que reduz a quantidade de ovos que as aves põem. Esse contracetivo perde o efeito se a alimentação for desregrada.

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