Crónicas

Afinal, como é?

«E se o seu interlocutor prudentemente ceder ou tomar o seu partido de forma a evitar algo de impróprio, mudam para o oposto, arrasando mesmo o prudente.»

Baltazar Gracián

Afinal, a Catalunha declarou a independência ou não? Até hoje a questão continua por esclarecer. De Barcelona saiu a declaração de uma «independência suspensa».

Um apelo foi feito para que Madrid aceitasse dialogar com Barcelona. A resposta de Madrid foi a de não existiu nenhuma declaração de independência e que acham necessário que Barcelona esclareça de forma clara qual é a posição.

Traduzindo a situação, nenhuma das partes sabe como sair da situação em que estão, e tentam pressionar a outra a agir primeiro. O que faz pensar que nenhum dos lados tinha uma visão de longo prazo, e foram deixando a questão arrastar-se, partindo da premissa de que os limites do razoável não seriam ultrapassados. Já devem ter visto que o razoável há muito que deixou de existir nesta questão.

A vantagem de toda a confusão é que ninguém é obrigado a tomar uma atitude definitiva, afinal estão todos ainda a tentar perceber qual é a situação sobre a qual tem de decidir.

A situação da Catalunha só garante uma coisa, aconteça o que acontecer a situação nunca mais será a mesma.

Numa época em que o impensável de antes é o normal da atualidade, os políticos parecem ainda não terem percebido que os comportamentos que têm, podem estar na base de grandes dores de cabeça no futuro. Acabando por abrir caminhos a «salvadores da pátria instantâneo».


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