A “lição” na hora da partida de uma Alma ao serviço do Amor

A dimensão do sentimento que se vive na cidade do Porto pela partida de Paulo Cunha e Silva, levou-me a escrever as próximas palavras. Não o conhecia pessoalmente, mas pelos depoimentos que foram sendo relatados ao longo do dia percebe-se que foi uma pessoa que deixou marcas profundamente “carinhosas” em todos aqueles que com ele tiveram o prazer de se cruzar assim como na própria cidade em que vivia. O que faz deste grande Senhor um ser humano completo.

Não existe emoção mais forte do que aquela que experienciamos com a morte de um familiar, de um amigo, ou de um colega de trabalho. O espaço que essa pessoa ocupava deixa agora um vazio de dimensões incalculáveis… Os momentos que passamos com ele sabem a pouco, queremos mais e mais, queremos o seu sorriso de volta, a sua voz, as suas alegrias, até mesmo a sua má disposição … queremos que o tempo volte atrás. Aceitar que nunca mais o vamos ter da forma que o tínhamos leva-nos a pronunciar que a vida é injusta, pois levou-nos aquele que tanta falta nos vai fazer…

E esta é a grande lição, a desmaterialização do que está “vivo”. Vivemos sem estarmos preparados para tal cenário, procuramos afastar a morte como se fosse um inimigo, não pensamos nela, entretemo-nos com um tão grande número de tarefas menos parar para observar que a qualquer momento tudo se transforma… E quando acontece o estado de choque prevalece… ficamos tristes, deprimidos, apáticos, revoltados… uma parte de nós vai juntamente com aquele que acabou de partir.

A vida e a morte, o branco e o preto, a luz e a escuridão são apenas dualidades do que Tudo é… e esta é a beleza da nossa Existência. E com tais opostos vamos crescendo ao encontro do Puro Amor.

Aqueles que partem deixam e levam aquilo que construímos juntos nas mais variadas relações. Como o Amor, a Alegria, a partilha, a amizade, ou a tristeza, a provocação, as discussões e por aí fora.

Somos energia materializada e quando deixamos o físico continuamos a ser constituídos por energia. As vibrações que temos em vida serão as mesmas depois da libertação da veste… A morte é uma belíssima experiência para sentirmos aqueles que já não se encontram a ser alimentados pelos nossos sentidos… Esta é a oportunidade, se observarmos com real atenção o que está a suceder no nosso interior, que nos poderá ajudar a ampliar o nosso estado evolutivo, este é o único momento em que podemos realmente aprender a ser mais leves, mais humildes, mais sensíveis, mais despertos para a insignificância daquilo que tantas vezes damos importância, os “grandes problemas” deixam de existir na hora da morte… E a vida deveria ser constantemente assim, com a morte permanente dos sentidos quando somos confrontados com situações que nos desviam do que é belo. Sentir pela vibração e não pelo que os sentidos nos indicam traz-nos de volta aqueles que mais amamos “saboreando-os” no nosso coração. Por isso dizemos que estamos todos unidos, a energia do Amor que nos liga está permanentemente a alimentar-nos quando não nos distraímos com a condição ilusória individualista. Desta forma continuamos juntos e vivos na frequência da Luz e do Amor por toda a Eternidade.

O meu mais nobre sentimento está com toda a família e amigos desta grande Alma que hoje se encontra ainda mais unida a todos nós… Um bem-haja pela sua Existência que continuará a ensinar-nos por tudo o que fez em vida… realçada agora no processo de transformação.

E em Amor continuamos…


Patrocinado

Apps PT Jornal

Descarregar na App StoreDescarregar do Google Play

Newsletters PT Jornal

Selecione as newsletters

Mais partilhadas da semana

Subir