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7 de setembro, nasce Camilo Pessanha, o poeta quase esquecido

A 7 de setembro assinala-se o nascimento de Camilo Pessanha, poeta considerado o expoente máximo do simbolismo na Língua Portuguesa, quase esquecido. O livro ‘Clepsidra’ impediu que Pessanha fosse olvidado.

Camilo Pessanha nasceu em Coimbra, a 7 de setembro de 1867. naquela cidade conclui o curso de Direito, sendo que viria a exercer funções de Procurador Régio em Mirandela, antes de se iniciar a sua atividade em advocacia, em Óbidos.

Pouco tempo depois viaja para Macau, onde, durante três anos, foi professor de Filosofia Elementar. Interrompe a carreira docente em 1900, depois de nomeado conservador do registo predial em Macau e depois juiz de comarca.

Entre 1894 e 1915, regressa por diversas vezes a Portugal, devido a problemas de saúde. Numa dessas viagens, conhece Fernando Pessoa, apreciador da poesia de Camilo Pessanha, tal como Mário de Sá-Carneiro.

A obra de Camilo Pessanha encontrava-se, porém, dispersa em diversas revistas e jornais. Um único livro (‘Clepsidra’, de 1920) é publicado a partir de autógrafos e recortes de jornais, por iniciativa de Ana de Castro Osório (escritora, pedagoga e pioneira em Portugal na luta pela igualdade de direitos entre homem e mulher).

Este livro impede que a obra de Pessanha caia no esquecimento. João de Castro Osório, filho daquela escritora, acrescenta poemas a ‘Clepsidra’, em 1945, 1954 e 1969, fortalecendo a visibilidade da obra de um autor notável.

Camilo Pessanha não deixou uma obra vasta, em quantidade, mas a pequena dimensão da mesma não retira, ao autor, o ‘título’ de um dos poetas mais importantes poetas da língua portuguesa, antecipando alguns princípios de tendências modernistas. Pessanha morre a 1 de março de 1926, em Macau.

Neste dia 7 de setembro, assinala-se a Declaração de Independência do Brasil, em 1822, relação ao domínio de Portugal. Já em 1907, ocorre a viagem inaugural do navio transatlântico Lusitania.

A primeira transmissão de rádio no Brasil é feita neste dia, em 1922, com um discurso do presidente Epitácio Pessoa. E também a 7 de setembro, em 1949, dá-se a fundação oficial da República Federal da Alemanha.

Já na União Soviética, em 1953, Nikita Khrushchev é eleito secretário-geral do Partido Comunista, dez anos antes de a música ‘She Loves You’, dos Beatles (a que mais vendeu no Reino Unido, até à atualidade) ter atingido o primeiro lugar do ‘top’ britânico.

Em 1974, são celebrados, neste dia, ao Acordos de Lusaka entre o governo português e a Frelimo, que põem termo à Luta Armada de Libertação e levam à Independência de Moçambique. Exatamente cinco anos mais tarde, têm início as transmissões do ESPN, canal de televisão norte-americano.

Nasceram a 7 de setembro Elizabeth I, rainha de Inglaterra (1533), Maria Ana, arquiduquesa da Áustria (1683), Camilo Pessanha, poeta português (1867), Todor Zhivkov, ditador búlgaro (1911), Paulo Autran, ator brasileiro (1922), Gabriele Veneziano, físico italiano (1942), e Gloria Gaynor, cantora norte-americana (1949).

Morreram neste dia William Holman Hunt, um dos fundadores da Irmandade Pré-Rafaelita (1910), António dos Santos Graça, etnógrafo, jornalista e político português (1956), Karen Blixen, escritora dinamarquesa, também conhecida pelo pseudónimo Isak Dinesen (1962), Rodney Robert Porter, médico britânico (1985), Mobuto Sese Seko, ditador do Zaire, atual República Democrática do Congo (1997), e Miriam Pires, atriz brasileira (2004).

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