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6 de junho, nasce Malangatana, artista plástico e poeta moçambicano

Malangatana foi um célebre artista plástico e poeta, que nasceu a 6 de junho de 1936, em Moçambique, e morreu em Matosinhos, Portugal, a 5 de janeiro de 2011. A expressão da sua arte fez-se de diversas formas, através do desenho, da pintura, da escultura, cerâmica, murais, poesia e música.

Iniciou os seus estudos enquanto ajudava a sua mãe, completando a 3.ª classe, até que com 11 anos muda-se para Lourenço Marques – atual Maputo –, à procura de trabalho. Diversos ofícios humildes permitiram-lhe sobreviver e, como apanhador de bolas num clube de ténis, consegue retomar a aprendizagem.

Trabalhava durante o dia e estudava à noite. As aulas suscitaram proximidade com arquitetos e pessoas da arte. O trabalho permitiu conhecer Augusto Cabral, um homem que era frequentador do clube de ténis e que ofereceu a Malangatana algum material de pintura, ajudando-o também a vender os primeiros trabalhos.

Em 1958, ingressou num clube de artes, onde conhece e mantém contacto com outros nomes da área. A sua primeira exposição, coletiva, dá-se no ano seguinte, altura em que se torna artista profissional, com o apoio de Pancho Guedes, arquiteto português.

Malangatana tinha 25 anos quando apresenta a primeira exposição individual, em 1965, no Banco Nacional Ultramarino. Dois anos depois, publica alguns poemas, até que é indiciado como membro Frelimo: é preso, mas acaba absolvido.

Voltou a ser detido por motivos políticos, em 1971, em virtude da sua obra ‘25 de Setembro’, numa altura em que assegurara uma bolsa na Fundação Gulbenkian para estudar cerâmica. Malangatana volta a ser detido num centro de reeducação, como pena pelo comportamento na época colonial.

Após a independência de Moçambique, foi eleito deputado em 1990, pela Frelimo, e em 1998, é eleito para a Assembleia Municipal de Maputo (sendo reeleito em 2003).

Em Nampula, participa em diversas ações de alfabetização, tornando-se um dos fundadores do ‘Movimento Moçambicano para a Paz’. Fez parte dos ‘Artistas do Mundo contra o Apartheid’.

Ao longo da sua vida, Malangatana arrecadou diversos prémios, dos quais se destaca a medalha Nachingwea, pela contribuição para a cultura moçambicana, e investidura, a 16 de fevereiro de 1995, como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Em 1997, a UNESCO nomeou-o ‘Artista pela Paz’ e foi-lhe entregue o prémio Príncipe Claus.

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Recebeu o título de ‘Doutor Honoris Causa’ pela Universidade de Évora em 2010 e foi condecorado pelo governo francês como ‘Comendador das Artes e Letras’. Malangatana foi também um dos poucos estrangeiros a ser nomeado membro honorário da Academia de Artes da República Democrática Alemã. Morre a 5 de Janeiro de 2011, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

Nasceram a 6 de junho Johannes Müller von Königsberg, matemático e cosmógrafo alemão (1436), D. João III (1502), Diego Velázquez, pintor espanhol (1599), D. José I (1714), Alexandre Pushkin, poeta russo (1799), António Gomes Leal, poeta português (1848), Karl Ferdinand Braun, físico alemão e Nobel de Física (1850), e Siegfried Wagner, compositor e maestro alemão (1869).

Nasceram ainda Thomas Mann, romancista alemão (1875), Edwin Krebs, bioquímico norte-americano (1918), Heinrich Rohrer, físico suíço (1933), Malangatana, pintor moçambicano (1936), Richard Smalley, químico norte-americano (1943), Phillip Allen Sharp, biólogo norte-americano (1944), Björn Borg, ex-tenista sueco (1956), e Eugénia Melo e Castro, cantora e compositora portuguesa (1958).

Morreram a 5 de junho Vecchietta, artista e arquiteto italiano (1480), D. João de Castro, fidalgo português (1548), Gerhart Hauptmann, dramaturgo alemão (1946), Louis Lumière, pioneiro do cinema francês (1948), George Davis Snell, médico norte-americano (1996), Billy Preston, organista norte-americano (2006), e Jean Dausset, imunologista francês (2009).

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