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11 de setembro: Pilotos tentaram voo suicida num caça para travar Boeing 757

Depois de assistir ao embate dos aviões nas Torres Gémeas, dois pilotos norte-americanos tentaram travar o voo 93 da United Airlines, controlado por terroristas, mas que não conseguiu cumprir a sua missão. Uma história de coragem, entre as centenas ou milhares que o 11 de setembro proporcionou.

A bordo de um caça F-16, a tenente Heather Penny e o coronel Marc Sasseville planearam um voo suicida, que tinha como objetivo fazer precisamente o que os passageiros desse Boeing fizeram: evitar os intentos dos terroristas da al-Qaeda. O avião acabou por se despenhar num descampado, perto de Shanksville (Pensilvânia).

Heather Penny e Marc Sasseville entraram a bordo do caça, na base aérea de Andrews, depois dos dois primeiros embates, no World Trade Center. No entanto, sem mísseis, não poderiam eliminar o inimigo, já com o destino dos inocentes traçado.

Definiram então como estratégia apontar o caça ao Boeing, impedindo que a al-Qaeda prosseguisse com mais um ataque. Não tinham qualquer garantia de que pudessem ser ejetados e estavam dispostos a perder a vida.

Não se consideram heróis. Os seus heróis, dizem, são os passageiros que os substituíram numa missão igualmente suicida. A história foi agora divulgada pelo Washington Post.

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